Casca de romã para prevenir Alzheimer

Ajudar na prevenção do Alzheimer é uma das propriedades da romã, de acordo com um estudo realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq). Maressa Caldeira Morzelle, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN) da Esalq é a autora da pesquisa e trabalhou com resíduos da fruta  – na casca da romã existem mais substâncias antioxidantes (componentes aos quais se atribui a capacidade de inibir doenças degenerativas) que em seu suco ou polpa. A ideia da pesquisadora era conseguir concentrar todo o extrato contido na casca na forma de pó para que depois ele pudesse ser diluído no próprio suco ou adicionado a sucos de outros sabores. Era preciso também considerar os desafios do processamento e armazenagem e também assegurar que a adição do composto não afetasse as propriedades sensoriais do produto final. O desempenho do extrato de casca de romã elaborado com etanol e água foi considerado bastante satisfatório – o processo não causou a inibição das enzimas que auxiliariam na prevenção da doença e também não teve sua capacidade antioxidante afetada pela forma de armazenamento. A pesquisadora observou também que não foram afetados o sabor quando o extrato da casca de romã foi adicionado ao pó para refresco. “Dessa forma, verifica-se o potencial para a indústria no emprego das microcápsulas a base do extrato de casca de romã como um ingrediente a ser incorporado na dieta, sendo um aliado na prevenção da doença de Alzheimer”, avaliou Maressa. O Alzheimer é uma doença degenerativa e atualmente incurável. No Brasil, estima-se que existam cerca de 900 mil pessoas com a doença. (Com informações da Agência USP de Notícias – 4.02.13)